terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Conto sem título

   Depois de muito tempo, cá estou eu, digitando mais uma vez um bando de pensamentos confusos e muito pouco importantes na verdade. Não sei o que houve pra eu querer voltar a digitar, eu não me acho boa nisso, mas já que deu vontade, resolvi fazer.
  Sabe a sensação de que seus planos podem dar certo se tentar mas ao mesmo tempo você sente muita vontade de deitar na cama e ficar lá pra sempre? Então, eu sou meio assim. Eu tenho alguns planos e até alguns sonhos idiotas que são realmente fáceis de realizar, mas sempre que começo a pensar sobre pisco e noto que o dia chegou ao fim. Parece que o relógio passa mais rápido quando se está pensando.
  Não sei como começar, mas acho que pelos livros é uma boa. Eu já pensei em ser escritora, sabe, de verdade. Só que eu notei que sempre que eu começo uma historia já sei o final e fico com preguiça por causa dos spoilers que eu mesma me dou, se é que isso faz algum sentido. Mas funciona meio assim: eu penso em uma historia, desenvolvo o inicio na minha cabeça, penso nela durante uma semana inteira e quando percebo já cheguei ao final e já perde a graça, já sei quem é a pessoa misteriosa, quem fica com quem no final, quem morre – alguém sempre morre – e isso me entedia. Fico pensando se dá pra esconder meus pensamentos de mim mesma, mas acho que é impossível, ou não? De toda forma, já fiz uma lista com as historias que pensei e deve ter chego a 15 historias, totalmente independentes e com personagens diferentes em todas.
    Acho que um dos grandes problemas que tenho pra escrever é pensar que alguém pode acabar lendo e ao mesmo tempo quero que leiam e critiquem. Não sei descrever muito bem, mas não gosto muito de chamar atenção, então não quero que algo que eu escreva acabe se tornando algo grande alguma hora – Apesar de gostar da ideia do dinheiro que viria junto – e ao mesmo tempo não quero que acabe no limbo. É complicado, a vida é complicada.



Acho que as vezes é difícil colocar a cara a tapa, mas vamos lá, que mal pode fazer?

sábado, 25 de julho de 2015

Pequena

No meio de todos os sorrisos o único que eu queria ver é o seu.
Em meio a tantos cheiros só penso no do seu cabelo quando me abraça.

O encaixe perfeito da sua cabeça no meu pescoço, seu abraço apertado e carinhoso que me fazia sentir como se te protegesse, mesmo que por poucos minutos.
A mudança de humor que só vejo no seu olhar, já que sempre esta sorrindo pra não preocupar os outros com seus problemas.

Sinto falta do som da sua risada feliz quando descobre uma parte da infância que não teve.
Da cor dos seus olhos que me encaram quando não estou olhando.
Sinto falta de você, tão ferida mas tão forte, tão pequena mas que ocupa tanto espaço no meu peito






-- Esse vai ficar sem imagem, porque não acho que vou conseguir desenhar alguma coisa que ilustre o que to sentindo enquanto escrevo isso. Sorry -- 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Um lado meu

Tem uma parte minha que não gosta de você.
Que te acha errada, confusa, uma total bagunça.
Que te desgosta por me desconcentrar.
Que te desgosta por te amar.

Essa parte, não me entenda mal, te ama mais que o resto de mim.
Mas te amar pra ela faz tão bem, que ela não aceita se sentir assim.
Meu lado racional, que por você perde um parafuso ou dois,
Parafusos que uma vez soltos não os prendo depois.

Entende que meu lado racional te desgoste, certo?
Afinal, nada o diminui tanto quanto você por perto,
E mesmo quando está longe a saudade de você o esmaga.




Tem um lado meu que não gosta muito de você.
Mas ele parece tão pequeno perto do querer...


Eu juro que isso que parece um amendoim
na touca da pequena era pra ser um cérebro.


sábado, 14 de março de 2015

Depressão

O mundo perde as cores,
Tudo parece tão inerte,
Tem uma parte minha faltando
Mas não sei qual é.

Penso em diversas maneiras de pintar o mundo.
Vermelho é a cor mais recorrente.
Mantenho distancia de objetos e pessoas cortantes.

Pessoas são mais afiadas que laminas.
O corte das palavras fica fundo na alma,
O das laminas surgem, sangram e curam.

Onde estão meus remédios?
Onde esta toda a graça?
Onde estão meus planos?
As vezes não sei se já não tenho futuro
Ou se o futuro não me contém.



quarta-feira, 11 de março de 2015

Máscara

Diferentes faces
Para o mesmo sentimento
Se esta bem ou mal já não se sabe,
Já não se importa.
Tudo é superficial.

Já não se olha nos olhos,
Não se discute quando diz estar bem,
Uma simples palavra muda seus sentimentos.
Pros outros, claro.

O que há embaixo dessa mascara?
Que tipo de face você tem?
Realmente não pretende mostrar-se a ninguém?

Não quero esse artesanato que cobre tuas lágrimas
Quero ver tua verdadeira face.
O lado oculto dos dados da sua vida.
Por favor,

Deixe-me vê-la.

sábado, 7 de março de 2015

Ser.

Já tentei ser rude e cruel,
Não quis me aproximar de você,
Você me fazia mal.
Não deu certo.

Já tentei ser fria e indiferente,
Quis não me importar contigo,
Você não era tão ruim.
Mas não era bom.

Já tentei ser cuidadosa e paciente,
Quis me aproximar,
Não consegui colocar defeitos.
Mas eles se mostraram.

Já tentei o meio termo,
Cuidadosa e indiferente,
Não consegui me cuidar.
Me distanciei.

Tentativas e erros,
Experiências e planos.
De tanto errar em tentar ser,

Hoje simplesmente sou.

terça-feira, 3 de março de 2015

Ressurgindo das cinzas

Bem, olá. 
Finge que parece uma fênix e finge que ficou legal <3


To passando só pra avisar que não morri. Ok, a primeira postagem de "dialogo" do blog, é um pedido de desculpas. Acho que dá pra viver com isso né?
Sou meio sumida e meio esquecida, então vai acontecer de eu as vezes esquecer de uma coisinha ou outra no blog.  Essa é aquela parte que eu ponho alguma desculpa útil falando do porque de eu ter sumido, mas advinha só? Não tenho nenhuma :v
Basicamente sou só irresponsável mesmo <3 Maaaaas não é que eu não me importe ok? como disse, só sou esquecida mesmo. Se acostumem.
Vou aproveitar pra me apresentar. Me chamo Ana, tenho 17 aninhos, sou de câncer, mas quem liga ne? Enfim, sou estranha, chata, irritante, um pouco desengonçada e não costumo ter muito nexo, por isso não posto muito texto corrido assim.
O conteúdo do blog inicialmente vai ser de poesias mesmo (vou tentar por uma por semana) e talvez um ou outro desabafo sobre o mundão lá fora. E talvez uma vez ou outra eu poste um desenho.
Sim, eu desenho.
Todos os desenhos que eu usar pra ilustrar meus poemas ou seja la o que for vão ter sido meus porque tenho preguiça de procurar na internet. 
E só pra constar, eu desenhar não quer dizer que eu desenhe bem ok?
Bem, era basicamente isso, desculpa ter sumido, não pare de acompanhar (se é que tem alguém que acompanha) e vou tentar postar com mais frequência. 

Beijos e abraços da coruja, não morram <3 

Chuva



   Sinto a água que vem e
   Não para de escorrer pelos vãos.
   Não sei como fazer pra aproveitar dias nublados
   Sinto falta do sol que já não surge mais

   E hoje ainda chove
   Estranha chuva de veraneio que vem forte mas não passa
   No fundo da minha alma
   Essa chuva empoça.

   Meus olhos inundam
   As lágrimas acumulam
   Tudo escorre
   Menos a saudade.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Quebra Cabeça

Parece ter sido feita
A pessoa perfeita
Que me faz sorrir
Só de existir.

Como pude não perceber
Esse tão belo ser
Que só de ver
Faz-me enlouquecer?

Quero poder voltar atrás
Aos sonhos que nunca mais
Estarão completos sem voce.

Espero não ser tarde
Pra reaver o encaixe
Do teu coração no meu.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Useless

Como posso tentar fazer
O que nunca me foi dito ou ensinado
Como posso reconhecer
Aquilo que jamais por mim foi pensado

Como dar um passo a frente
Se tudo que tenho a frente é o abismo
Como posso não temer a mente
De um louco a pular de um edifício

Medo de não ser útil
Ou medo de ser utilizado
Medo de não poder fugir
Ou medo de não ser acorrentado

Medo de passar
Sem sequer ter um passado
Medo de afundar
Sem sequer ter nadado

Como ser útil ao que vejo pela frente
Como não tornar inutil o meu subconsciente
Como lutar sem ter uma causa
Como parar sem me permitir uma pausa.

Util ou inútil
Não sei o que vou ser
Vivo da inutilidade util
Do simples não saber.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Convivo sem saber como.

Como posso caminhar 
Sem ter onde pisar
Sem seguir o teu andar
Se já não posso te acompanhar?

Como ver outros olhares
Ir a outros lugares
Viver entre milhares
Se já não estou com você?

Como posso tentar rir
Pensar em sorrir
Reviver o que vivi
Se já não te tenho aqui?

Como vivo com essa dor
De não ter em meu cobertor
Aquele bom odor
Se já não está aqui meu velho amor?

Como vivo com o que deixou
O tempo que passou
Tudo que marcou Se nada parece que mudou?

Convivo com a minha natureza
Que por ti ainda deseja
Com toda sua beleza
E jeito de princesa.

Convivo com essa saudade
E toda a vontade
De ter na eternidade
De volta nossa intimidade.

Convivo com o que vivi
Tudo que já senti
O que contigo vi
E penso no que está por vir.

Convivo com a sensação
Morando no coração
Todo aquele um milhão
De sentimentos num turbilhão

Convivo com o que mudou 
Tudo que nos restou
Mesmo com o que abalou
A base ainda  nos sobrou.